Logotipo Construcompras, plataforma de gestão de compras de materiais para construção civil

Compra de insumos deve ser estratégica

Materiais de construção

No mercado da Construção Civil, alguns materiais são ofertados por empresas que representam oligopólios. É o caso de elevadores, escadas rolantes, aço, cimento, vidros (quando comprados diretamente dos fabricantes) e chapas acartonadas de gesso como forro e paredes de drywall. “A concentração de mercadorias importantes nas mãos de poucos fornecedores exige que os compradores se utilizem de um processo denominado strategic sourcing – compras estratégicas -, para obter sucesso nas negociações, no que tange ao prazo para receber o material, à qualidade e preço justo”, orienta o gerente de compras Felipe Gustavo Jerez.

Ele explica que o strategic sourcing consiste na análise da cadeia de suprimentos dos materiais negociados. O comprador precisa ter conhecimento das empresas fornecedoras, dos insumos utilizados nos processos de fabricação dos produtos, tributos incidentes, logística de distribuição e transporte, preços praticados no mercado consumidor e capacidade produtiva.

De posse dessas informações e das quantidades necessárias num horizonte de tempo determinado, o comprador promove as concorrências e rodadas de negócios junto aos fornecedores. Ao concluir as negociações, elabora os contratos masters, que garantirão as condições comerciais acordadas, como qualidade, melhores preços e prazo de entrega previstos no processo.

Baixe aqui um guia de melhores práticas na gestão de suprimentos da construção civil.

Em sua opinião, a negociação desses itens tende a ser mais vantajosa para os fornecedores, pois a concentração dos materiais em poucas indústrias dificulta a concorrência.

“No entanto, com a elaboração e prática de políticas de parceria e aliança com os fabricantes, contratos bem negociados e formalizados, volume de compra atraente para negociações em escala, planejamento de consumo bem elaborado e cumprido, é possível chegar a um bom patamar de preços e garantir as entregas de acordo com as expectativas”, afirma.

PACOTES E PROCUREMENT

Jerez lembra que neste cenário as pequenas e médias construtoras encontram mais dificuldade para negociar, pois a compra de pequenas quantidades do material demandado reduz o poder de barganha. Elas são pouco atraentes para os fornecedores quando sua demanda é comparada ao volume de compras efetuado pelas grandes. “Para superar os entraves, os gestores de suprimentos destas empresas devem criar alternativas internas, como a elaboração de pacotes de compras, antecedendo futuras aquisições para negociar uma quantidade maior de material com esses fornecedores”, orienta. Jerez sugere, ainda, o desenvolvimento da cultura do ‘procurement’, processo de busca de fornecedores no mercado internacional. “Esta prática se apresenta como opção interessante, visto que, atualmente, existem grandes oportunidades de negócios com o mercado europeu, norte-americano e asiático”.

Com a elaboração e prática de políticas de parceria e aliança com os fabricantes, contratos bem negociados e formalizados, volume de compra atraente para negociações em escala, planejamento de consumo bem elaborado e cumprido, é possível chegar a um bom patamar de preços e garantir as entregas de acordo com as expectativas Felipe Gustavo Jerez

MELHORES PRATICAS NA GESTAO DE SUPRIMENTOS NA CONSTRUCAO CIVIL BANNERBanner blog

GRANDES VOLUMES

O planejamento de compra e recebimento de grandes volumes de materiais, envolvendo várias obras da construtora ao mesmo tempo, deve ser feito em conjunto com o setor de obras no agrupamento das informações contidas nos cronogramas de aquisições. A negociação das condições comerciais e a programação de entregas são feitas diretamente com os fornecedores e cabe ao departamento de suprimentos o acompanhamento e recebimento dos materiais nos canteiros de obras.

Neste tipo de negociação os profissionais de suprimentos enfrentam os seguintes desafios no desenvolvimento de seu trabalho: vencer a dificuldade em obter internamente as informações necessárias para a elaboração do processo de compras, envolvendo várias obras ao mesmo tempo; quantificar corretamente os volumes dos materiais e serviços a serem adquiridos; receber os projetos executivos finalizados, com o escopo correto da contratação a ser efetivada e datas reais das necessidades dos materiais e mão de obra para desenvolvimento das atividades inerentes às obras e acompanhar o cumprimento das cláusulas negociadas junto aos fornecedores.

Entretanto, segundo Jerez, a principal preocupação se refere à entrega dos materiais. Diante desse quadro, ele recomenda que o comprador acompanhe o andamento de seu processo de compra junto aos fornecedores. “As atividades do setor de suprimentos não se encerram no envio do pedido ou na assinatura do contrato. É necessário fazer o acompanhamento pós-compra para minimizar os riscos do não cumprimento dos prazos de entrega prometidos pelos fornecedores”, orienta.

Contudo, diz, caso o fornecedor falhe e não entregue o material conforme o contratado, o comprador deverá utilizar um plano de contingência, realizando uma compra emergencial junto a outros fornecedores ou intermediários. “Neste caso, o ônus ou dano causado pelo não cumprimento do que foi estabelecido deverá ser negociado junto ao fornecedor contratado inicialmente”, informa.

Jerez lembra que a negociação das compras em caráter de urgência precisa ser feita sem comprometer o orçamento da obra. “Para cada carteira administrada é importante manter outros fornecedores como ‘suplentes’ e sempre cotar, mantendo um relacionamento de parceria. Assim, caso haja a necessidade de efetuar compras emergenciais, a negociação poderá ser menos dispendiosa caso fosse feita com um fornecedor de ocasião”, diz.

ALTO ESCALÃO

O departamento de suprimentos deve ser visto como parte importante do processo e não como figurante. É muito importante que haja essa conscientização por parte de todos os escalões empresariais Felipe Gustavo Jerez

Normalmente, os donos das construtoras ou o alto escalão administrativo, se envolvem diretamente nas compras de materiais que estão nas mãos de poucos fornecedores, com a intenção de utilizar estrategicamente as posições que ocupam, visando retornos positivos junto à sua rede de relacionamento.

No entanto, o setor de compras e suprimentos deve agir e funcionar como ferramenta estratégica das empresas e não apenas departamento burocrático ou operacional. Jerez comenta que cada vez mais os compradores estão se especializando, realizando cursos em busca de seu desenvolvimento profissional para contribuir com o negócio das empresas.

“O departamento de suprimentos deve ser visto como parte importante do processo e não como figurante. É muito importante que haja essa conscientização por parte de todos os escalões empresariais”, afirma.

Ele sugere aos compradores que busquem preparo profissional e instrução adequada para assumir as atividades estratégicas de suprimentos e recomenda que não se contentem em praticar apenas atividades burocráticas, que não agreguem valor. “Desse modo, tanto o resultado organizacional quanto o esperado pelo profissional em relação ao seu desenvolvimento serão obtidos”, afirma.

Para a realização do trabalho diário, Jerez aconselha a utilização de ferramentas que otimizem o tempo destinado aos processos de cotações, negociações e formalizações de contratos. Estes softwares, informa, trazem produtividade e retorno financeiro positivo aos negócios das empresas, tais como procurement, compras estratégicas, sistemas de cotações eletrônicas, sistemas informatizados para compras (ERP) e planejamento de demanda.


Redação Portal AECweb / Construmarket


Banner demo construcompras

Leia também:

Mapa Comparativo de Preços


Colaboração técnica

Felipe Gustavo Jerez – Pós-graduado em Logística Empresarial pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e bacharel em Administração de Empresas com Habilitação em Comércio Exterior pela Universidade Mackenzie, acumula mais de 13 anos de experiência na área de Suprimentos, Supply Chain, Logística Comercial e Comércio Exterior.

Foi gerente de suprimentos da JHSF Incorporação e Construção; gerente de negócios da Comexport/Trop; e coordenador de suprimentos da Gafisa. Foi professor titular da Uniradial – Estácio de Sá – dos cursos de Administração de Empresas, Comércio Exterior e Logística, lecionando matérias sobre Cadeia de Suprimentos, Transportes, Negociação, Distribuição Física, Controle de Estoques e Teoria Básica da Administração.

Lorem ispum

Lorem ipsum dolor sit amet

Conteúdos relacionados

Inscreva-se em nosso blog gratuitamente e receba as novidades!

Construcompras ferramenta digital para compra de materiais de construção.

Comece já a economizar até 30% nas suas compras.