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Compra de louças sanitárias deve ser analisada

Como será a melhor forma de aquisição das louças sanitárias. Diretamente das indústrias ou através de distribuidores e revendas?
Banheiro branco com destaque ao vaso sanitário e a pia.

A Pesquisa Industrial 2011 do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – informa que são produzidas no Brasil aproximadamente 26 milhões de louças sanitárias por ano.

“Existem duas formas de aquisição do produto por parte das construtoras: diretamente das indústrias ou através de distribuidores e revendas. Geralmente a forma de atendimento é definida de acordo com o tamanho do cliente”, afirma Felipe Nobre, gerente Nacional de Construção Civil da Duratex/Deca.

Percebemos uma dificuldade dos profissionais das construtoras na comparação entre produtos e marcas. Muitas vezes, essa avaliação é feita entre dois produtos de categorias totalmente diferentes. E todo o trabalho de especificação e certificação do fornecedor é trocado pelo custo, que representa em torno de 1,5% a 2% do valor total gasto no empreendimento. A opção por um material mais barato poderá ocasionar problemas futuros e maiores custos. ”

Mas é fundamental que o comprador conheça o material que está adquirindo. “Existem diferenças relevantes entre fornecedores de louças, não só na qualidade dos produtos como nos serviços, desde um pós-venda efetivo, suporte técnico, treinamento em obra e também equipe de arquitetura. Esse é um diferencial muito importante para o comprador. Além disso, é recomendado saber diferenciar o segmento do produto que está comprando, tanto em relação ao design quanto ao padrão de acabamento. Percebemos uma dificuldade dos profissionais das construtoras na comparação entre produtos e marcas. Muitas vezes, essa avaliação é feita entre dois produtos de categorias totalmente diferentes. E todo o trabalho de especificação e certificação do fornecedor é trocado pelo custo, que representa em torno de 1,5% a 2% do valor total gasto no empreendimento. A opção por um material mais barato poderá ocasionar problemas futuros e maiores custos”, explica Nobre.

De acordo com o gerente, a área técnica deveria estar mais próxima da área de suprimentos na construção civil. “É preciso ter uma visão holística do projeto e não somente levar em consideração o custo. Há diferenças relevantes de um fornecedor para outro, o que interfere diretamente na qualidade do empreendimento. Um produto de qualidade, que pode até ser mais caro, valoriza a obra”, comenta.

Demanda de louças sanitárias

A matéria-prima utilizada na fabricação de louças tem origem natural, além de o processo de fabricação consumir uma quantidade razoável de água. É importante que o fabricante possua uma forte política sustentável em toda a cadeia, desde a aquisição de matéria-prima, sistema de reuso de água eficiente e descarte do material – o que exige altos investimentos e tecnologia por parte do fabricante. É importante que a construtora também tenha essa consciência, mas ainda há um caminho a ser percorrido para tornar esses produtos cada vez mais sustentáveis. ”

No mercado brasileiro, 60% dos produtos comercializados têm a caixa acoplada e 40% são de bacia convencional. “Nos prédios residenciais, as bacias com caixa acoplada são mais comuns, pois além de a instalação ser mais simples, a tubulação de alimentação possui bitola inferior que afeta diretamente no custo. Na construção civil a relação chega a 88% frente a 12% das bacias convencionais. Existe também a opção de caixas embutidas comumente utilizadas em banheiros para portadores de necessidades especiais e em empreendimentos de alto padrão”, afirma o gerente.

Baixe aqui um mapa comparativo de propostas para facilitar seu processo de cotação.

Entrega de louças sanitárias

Entre os entraves que surgem entre fabricantes e construtoras, é possível destacar os problemas de logística. “O agendamento para a entrega dos produtos é um exemplo. Pode acontecer de, no momento de combinar a entrega, a construtora alegar que não tem espaço suficiente no canteiro para armazenar o material devido ao atraso da obra. Nesse caso, deve-se reagendar a entrega junto ao fabricante e transportadora. Outro contratempo é o chamado complemento de obra, ou seja, quando ainda faltam produtos para a finalização do empreendimento. Às vezes não é possível entregar o material no prazo estipulado, então é recomendado adquirir o produto no mercado de varejo. A má gestão do canteiro influencia e gera alguns transtornos”, diz Nobre.

Ao receber o produto, a primeira ação a ser executada é conferir a carga que está sendo entregue com a nota fiscal da compra. “No ato de recebimento da carga deve-se realizar um check list, para conferir volumes, etiquetas e tipos de produtos. Além de observar se o material está em perfeito estado, sem nenhuma avaria. Caso haja, é importante registrar a ocorrência no ato da entrega. Infelizmente nossa malha urbana ainda é ruim e as louças sanitárias são frágeis”.

Sustentabilidade

Segundo Nobre, existe uma preocupação constante não só na eficiência do produto como no processo de fabricação. “A matéria-prima utilizada na fabricação de louças tem origem natural, além de o processo de fabricação consumir uma quantidade razoável de água. É importante que o fabricante possua uma forte política sustentável em toda a cadeia, desde a aquisição de matéria-prima, sistema de reuso de água eficiente e descarte do material – o que exige altos investimentos e tecnologia por parte do fabricante. É importante que a construtora também tenha essa consciência, mas ainda há um caminho a ser percorrido para tornar esses produtos cada vez mais sustentáveis”.

NORMAS TÉCNICAS Existem duas normas técnicas que regem o mercado de louças sanitárias. A ABNT NBR 15097-01 – Aparelhos sanitários de material cerâmico – requisitos e métodos de ensaio e a ABNT NBR 15097-02 – Aparelhos sanitários de material cerâmico – procedimento para instalação. “A indústria brasileira já possui vasos sanitários sofisticados. Temos o produto e a tecnologia, porém existem alguns empecilhos normativos de desempenho. Para isso estão sendo realizados estudos que avaliam o impacto que a redução de água pode causar no sistema hidrossanitário de esgoto, a fim de evitar possíveis entupimentos em toda rede.”, comenta o gerente. ”


Redação AECweb / Construmarket


Colaborou para esta matéria

Felipe Nobre – Gerente Nacional de Construção Civil da Duratex/Deca e engenheiro Mecânico de Produção formado pela FEI.

Com MBA em Gestão Empresarial pela FGV e cursos de especialização em entidades como Fundação Dom Cabral e FGV.

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