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Compra ou aluguel de equipamentos é definida caso a caso

A decisão passa pela estratégia de cada construtora: investir em ativos ou alugar?
homens em canteiro de obra

A decisão de comprar ou alugar equipamentos ou máquinas para suas obras passa pela estratégia de cada construtora entre investir em ativos e montar uma estrutura para a gestão dos mesmos entre as obras, ou de alugar e administrar cada empreendimento de modo isolado.

Paulo Oscar Auler Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema) e superintendente de aquisição de equipamentos da construtora Norberto Odebrecht, explica que no caso de prédios isolados, a compra somente será viável se a aplicação for superior a oito meses ou um ano – do contrário a locação tende a ser mais atrativa.

“Em casos especiais, em que a raridade do equipamento faz com que os preços praticados estejam acima do razoável, a compra pode ser uma boa alternativa”, orienta. No final, diz, a avaliação passa sempre pelos custos orçados e praticados no mercado, considerando a praticidade da locação e o menor preço do equipamento próprio, face ao risco da ociosidade e a incerteza do valor de revenda ao final da obra.

Caso a caso

Como não existe uma fórmula definida, cada empreendimento deve ser analisado na busca da melhor solução. Para obras de edificações com prazo de execução entre 12 e 18 meses, a locação de gruas, torres e elevadores pode ser a melhor alternativa.

Os equipamentos de menor porte, como andaimes, furadeiras, lixadeiras, betoneiras elétricas, guinchos e bombas d’água devem ser adquiridos. “Uma política interessante é negociar com o fornecedor uma opção de recompra dos equipamentos menores ao final da obra”, afirma.

Ele orienta ainda que, em complexos maiores, como condomínios de edifícios ou mesmo de casas, a produção de concreto via aquisição de uma central de concreto pode ser a alternativa mais econômica do que contratar empresas concreteiras.

No caso de decidir pela locação, a melhor alternativa é negociar de acordo com as necessidades, pois a empresa pode se ajustar a eventuais mudanças de engenharia ou de cronograma, além de poder explorar mais as oportunidades do mercado.

Custo x Qualidade

Para a escolha dos fornecedores, o comprador deve considerar que geralmente o melhor não é o mais barato. O comprometimento do vendedor com o empreendimento e a boa qualidade dos equipamentos são requisitos mais importantes.

A realização de uma pesquisa de mercado criteriosa entre os clientes da empresa pode ser decisiva. Avaliar a saúde financeira e visitar as instalações do fornecedor também pode ajudar bastante nesta escolha. “A garantia de entrega é fundamental, bem como a de performance dos equipamentos de maior porte.

Outra medida aconselhável é registrar nos acordos comerciais que o fornecedor cumpre a legislação vigente, em especial as Normas Regulamentares”, orienta.

Baixe aqui um mapa comparativo de propostas para facilitar seu processo de cotação.

Tanto na compra de serviços de locação, quanto na aquisição dos equipamentos, Auler Neto diz que o segredo da boa negociação é a busca do equilíbrio. “O valor ideal de um equipamento é aquele que reúne a qualidade desejada pelo menor preço. O melhor preço nem sempre é o mais barato”, conclui.

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Conhecimento técnico faz toda diferença

De acordo com Auler Neto para o exercício da função é fundamental que o comprador tenha uma boa base técnica – do contrário o profissional de compras nada mais é do que um ‘colocador de pedidos’. “Sem essa formação é impossível avaliar a melhor solução para a obra na hora de decidir pela compra ou locação dos equipamentos necessários.

É mais fácil treinar um técnico em edificações ou de mecânica para ser um bom negociador, do que fazer do administrador um técnico”, afirma. Além disso, é importante que o comprador participe ativamente das reuniões de coordenação da obra e converse com todos os níveis de profissionais envolvidos na construção. Ele também deve procurar capacitação técnica mediante visitação de feiras, participação em congressos e palestras técnicas.

Planejamento e acompanhamento evitam imprevistos

Outro ponto defendido por Auler Neto é que comprador acompanhe todas as etapas do processo. Para ele, um grande erro é achar que após a colocação do pedido tudo está resolvido. “A maioria dos problemas de suprimentos vem depois da compra”, afirma.

Além de acompanhar a obra, o comprador precisar saber planejar para evitar que a falta de máquinas ou equipamentos, ou mesmo de materiais, comprometa o andamento da construção.

“O planejamento e a análise das etapas da obra permitem avaliar o mercado ao longo do processo e tomar ações para que não faltem recursos. De nada adianta planejar se não houver acompanhamento e avaliação”, afirma.


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Redação AECweb / Construmarket


COLABOROU PARA ESTA MATÉRIA

Paulo Oscar Auler Neto – É superintendente de aquisição de equipamentos da construtora Norberto Odebrecht, onde trabalha há 20 anos, e vice-presidente da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema).

Engenheiro mecânico graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1982. Há 28 anos no setor da Construção Civil pesada, atuou em vários projetos de grande porte no Brasil e no exterior.

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