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Comprador deve saber quando comprar

Veja neste artigo o momento certo para comprar.
Sombra de homens trabalhando em uma obra ao pôr do sol.

A construtora MBigucci entende que quando comprar deve-se ser – da contenção de solo ao acabamento final –tanto por materiais quanto por empreendimentos.

A compra por material é feita quando as especificações dos produtos, como o cimento, o aço e o granito, são iguais para diferentes edificações.

Para esse tipo de material, é possível fechar um valor de tabela – no caso do granito o valor é calculado por metro quadrado. Já o preço aço é mensurado de acordo com as medidas.

“Assim, conseguimos trabalhar um bom preço para todas as obras”, afirma Bianca Regina Cunha Rodrigues, supervisora de Suprimentos e Compras da construtora MBigucci.

De acordo com Bianca, a empresa fecha a tabela de preço com uma vigência que varia de acordo com o material. Por exemplo, no granito a vigência é anual. Para tubos e conexões de hidráulica, é semestral. Já o cimento está sujeito a ter uma vigência menor.

“Depois que fechamos a tabela de preço as programações de entrega ocorrem de acordo com a necessidade da obra. Jamais fazemos uma contratação que implica ceder espaço para armazenagem de produtos que não serão utilizados em curto prazo. Não há lugar para estocar produtos desta forma”, comenta.

Vantagens e desvantagens de quando comprar

Para Bianca Rodrigues quando comprar por algum produto, o mesmo pode ter vários motivos e possui vantagens e desvantagens. “É preciso avaliar as possibilidades de acordo com a realidade da empresa. No nosso caso, optamos por não manter grandes estoques. Às vezes, o fornecedor oferece um pacote que só é válido se a fatura for feita naquele momento. Nem sempre é interessante”, diz, citando como exemplo a quando comprar cabos, cujo preço pode variar de uma semana para outra, dependendo da oscilação do mercado e da cotação do dólar.

Baixe aqui um mapa comparativo de propostas para facilitar seu processo de cotação.

Jamais fazemos uma contratação que implica ceder espaço para armazenagem de produtos que não serão utilizados em curto prazo. Não há lugar para estocar produtos desta forma. ” Bianca Rodrigues

“A compra por material não está atrelada necessariamente a grandes volumes. Normalmente, quando não há possibilidade de passar um levantamento do quantitativo de materiais estimado, informamos ao fornecedor as obras envolvidas, para que tenham um parâmetro do fornecimento e seja possível maior poder de negociação”, afirma.

A empresa mantém um programa de customização na obra chamado “My Home”, em que o novo empreendimento é apresentado ao forncedor.

“Explicamos a ele que iremos quando comprar, por exemplo, a fechadura padrão da empresa. Entretanto, alguns clientes da construtora poderão optar por uma fechadura diferente. E as quantidades podem variar de uma unidade a todos os apartamentos. Isso acontece com alguns produtos específicos”, diz.

A supervisora destaca a importância de o acordo ser bem elaborado, para que não haja problemas entre as partes. “Devem constar no contrato todas as questões comerciais negociadas, prevendo as condições em que a construtora se reserva o direito de reabrir a cotação e/ou buscar outros fornecedores. É importante que esse tipo de situação esteja previsto formalmente para que a construtora não fique no prejuízo”, alerta.

Gestão de estoque

É possível coordenar a compra de determinado material para obras em diferentes fases. “Nós temos um sistema integrado entre as obras, almoxarifado e compras. E há um controle muito grande do departamento de planejamento em conjunto com a obra. Isso facilita o desempenho, o cronograma em si. Conseguimos verificar quais obras solicitarão o mesmo material e, conforme vão sendo pedidos outros produtos, é possível consultar se esses itens já estão ou não no estoque. E se, portanto, é preciso solicitar mais ou se é possível fazer uma negociação única para as obras envolvidas”, comenta Rodrigues.

A compra por material não está necessariamente atrelada a grandes volumes. Mas é feita, normalmente, quando não há possibilidade de passar ao fornecedor uma estimativa de materiais. Nesse caso, informamos quais obras estão envolvidas para que tenham um parâmetro de potencial de fornecimento e seja possível ter maior poder de negociação. ” Bianca Rodrigues

Quando comprar materiais não exija que a construtora estoque mais produtos. A MBigucci normalmente evita o estoque. “Há muito mais contras do que prós ao se fazer estoque. Por questão de custo, segurança, armazenamento adequado e/ou validade do produto. É arriscado armazenar determinados produtos, como o cobre. Geralmente, deixamos em obra os materiais que serão consumidos no prazo aproximado de um mês”, diz a supervisora.

Ela explica que, ao fechar negócio com o fornecedor, a entrega é feita de acordo com as necessidades da construtora, evitando estoques e armazenamento.

“São muito raros os casos em que a MBigucci precisa estocar produtos. Até mesmo quando fechamos uma quantidade expressiva de itens, como cabos, que não é possível ou interessante armazenar em nosso almoxarifado, fazemos uma carta de fiel depositário, pela qual o próprio fornecedor se responsabiliza em manter o preço e o produto fica armazenado no estoque dele. Mas é muito raro”, relata.

Fornecedores

De acordo com Bianca, a escolha do fornecedor para fechar uma tabela de materiais para as obras leva em conta a comprovação de que a empresa tem capacidade de fornecimento, atende prazos e honra o preço estabelecido.

“É importante avaliar o porte da empresa com que se negocia, pois ela terá que manter as condições fechadas e isto nem sempre é fácil em virtude das oscilações do mercado. Nesse sentido, temos sido bem-sucedidos nas escolhas”, confessa.

Falhas quando comprar

Quando um fornecedor falha, segundo a supervisora, a MBigucci avalia a situação. “Perguntamos: isso é algo que aconteceu pontualmente?”, conta. As obras da construtora avaliam os fornecedores pontuando ou os despontuando.

“Entretanto, se em um determinado período a empresa não atingiu o nível de despontuação, mas cometeu uma falha muito grave, nos reunimos com o fornecedor para verificar o que aconteceu. Foi falha de um vendedor ou foi interna? Caso tenha sido uma sucessão de erros de um vendedor e não houve melhorias, por exemplo, pedimos que substitua o profissional que nos atende. Agora, se medidas corretivas não forem tomadas e entendermos que não está havendo um esforço por parte do parceiro em cumprir o combinado, encerramos a parceria e buscamos um novo fornecedor”, conclui.


Redação AECweb / Construmarket


Colaborou para esta matéria

Bianca Regina Cunha Rodrigues – Supervisora do Departamento de Suprimentos – Divisão de Compras da construtora e incorporadora MBigucci.

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