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O que considerar na gestão de suprimentos da obra?

Em tese de doutorado, professor da UFRGS mostra três perspectivas distintas, mas complementares, para a gestão de suprimentos. Saiba quais são e o que dizem
O que considerar na gestão de suprimentos da obra?

Redação AECweb


Gerenciar diversas empresas que participam de um empreendimento de construção não é uma tarefa fácil: mudanças inesperadas, interesses e métodos de trabalho divergentes e dificuldades de comunicação são alguns aspectos que devem ser considerados no gerenciamento da cadeia de suprimentos de uma construção. Em sua tese de doutorado, intitulada “Proposição de um modelo teórico-descritivo para a coordenação inter-organizacional de cadeias de suprimentos de empreendimentos de construção”, Eduardo Luis Isatto, professor da UFRGS, procura contribuir para a gestão dos empreendimentos no seu aspecto organizacional, nos quais tomam parte diversas empresas (cliente, construtor, subcontratados, projetistas, fornecedores, etc.) e cuja coordenação é fator crítico para o atendimento dos objetivos de custo, prazo e qualidade.

“O trabalho partiu do pressuposto de que os empreendimentos são projetos que se desenvolvem em ambientes dinâmicos e complexos, onde não é possível antecipar todos os aspectos envolvidos na sua execução, o que demanda das empresas uma capacidade de organização muito elevada, não apenas para manter coesa a cadeia de suprimentos, como também para reagir eficazmente a tais mudanças”, explica Isatto. Para isso, ele sugere que a coordenação dessas empresas seja realizada a partir de três perspectivas distintas, mas ao mesmo tempo complementares, e que devem ser consideradas ao longo do desenvolvimento do empreendimento.

A primeira trata da forma de organização do trabalho entre as várias empresas, como resultado da subdivisão do escopo do empreendimento em diversas tarefas. “O que deve ser observado é que a forma como se realiza esta divisão trará importantes consequências futuras quanto às dependências que existirão entre as empresas contratadas e, portanto, sobre o esforço envolvido na coordenação” enfatiza Isatto.

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A segunda perspectiva diz respeito a como garantir a cooperação das empresas que já estão integradas à cadeia de suprimentos do empreendimento. “Neste caso, o caráter temporário e único dos projetos de construção desafia a visão simplista e comum adotada de que a realização do projeto pode ser garantida por meio de instrumentos contratuais. Mas, não é bem assim. No ambiente dinâmico e complexo que caracteriza os projetos de construção, é necessário estabelecer uma estrutura de governança que seja capaz de lidar adequadamente com tais mudanças, reajustando as condições e mantendo um alinhamento de interesses entres as empresas”, explica o professor.

Já, a terceira perspectiva, está relacionada com a coordenação do dia a dia da cadeia de suprimentos. “Uma característica importante na coordenação entre empresas é que existe um elevado grau de autonomia entre essas em relação aos métodos de execução, da qual geralmente se cobra o resultado, mas não a forma de execução. Existe, portanto, uma ‘zona de sombra’ quanto à forma como as diversas empresas realizarão suas tarefas ao nível operacional”, afirma Isatto, que ainda sugere: “para coordenar este nível, é preciso adotar a perspectiva da linguagem-ação, ou seja, todas as ações que ocorrem são resultado direto ou indireto de compromissos que se estabelecem entre pessoas, os quais podem ser observados por meio da comunicação entre essas pessoas.

A partir disso, é possível gerenciar processos através da gestão dos compromissos que se estabelecem entre as pessoas, pela comunicação entre elas”. A conclusão a que Isatto chega é que não é necessário conhecer um processo em detalhe para que se possa gerenciá-lo: basta gerenciar os compromissos entre as pessoas que estão envolvidas na sua execução.

Eduardo Isatto também defende a ideia de que as três perspectivas se complementam, de maneira que cada uma delas proporciona uma contribuição importante para coordenar a cadeia de suprimentos de um projeto, já que, individualmente, não conduzem a uma visão integral. “Por exemplo, a governança por meio de parcerias demanda sistemas confiáveis de gestão de compromissos entre as pessoas envolvidas, caso contrário situações como uma mensagem de e-mail perdida em uma caixa anti-spam podem por a perder um nível de confiança inter-organizacional que levou anos para ser construído”.


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Eduardo Luis Isatto é graduado em Engenharia Civil pela UFRGS (1985), é mestre em Engenharia de Produção pelo PPGEP/UFRGS (1996) e doutor em Engenharia Civil pelo PPGEC/UFRGS (2005). Atualmente é professor adjunto classe II da UFRGS, e membro do Núcleo Orientado Para a Inovação na Edificação (NORIE/UFRGS), atuando em pesquisa na área de gerenciamento e economia da construção, com foco nos temas de gestão de cadeias de suprimentos, gestão da qualidade e produtividade, custos e sistemas de informação na construção civil. Faz parte do corpo de revisores dos periódicos Construction Management & Economics e Revista Ambiente Construído (Online).

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