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Proposta equalizada depende de pedido detalhado

Ao especificar o produto ou serviço, cabe à empresa compradora detalhar tipo, dimensão, características, atendimento a normas e local de entrega
Proposta equalizada depende de pedido detalhado

Redação AECweb / Construmarket


De acordo com Aldo Mattos, autor do livro ‘Como preparar orçamentos de obras’ e professor do MBA em Gerenciamento de Projetos da Fundação Getúlio Vargas – FGV, para obter dos fornecedores uma proposta equalizada, o pedido deve ser feito com a máxima precisão. Ao especificar o produto ou serviço, cabe à empresa compradora detalhar tipo, dimensão, características, atendimento a determinadas normas e o local de entrega. “Ao receber a proposta, o comprador deve se certificar se o fornecedor atende aos requisitos solicitados, a validade do orçamento e o prazo de entrega”, diz.

É importante que não haja indefinições no momento de pedir os orçamentos. Caso seja necessário, o gerente de compras precisa consultar o responsável pelo projeto ou a área técnica para definir como serão os produtos ou serviços orçados. “A decisão certamente não é do comprador. Ele é um agente de processamento dos pedidos e não parte integrante da área técnica”, alerta, destacando que são muitas as consequências de uma proposta de compras mal formulada: entregas feitas fora do prazo, rejeição de produtos entregues fora de especificação, produtos com qualidade indesejada. E o impacto desses inconvenientes se manifesta no custo e no prazo da obra.

FORNECEDORES

Fornecedores de um mesmo produto nem sempre mandam cotação de preços com o mesmo escopo, por isso é preciso equalizar as propostas, ou seja, colocar todas na mesma base. “Ao cotar cravação de estacas, há empresas que dão preço por metro de estaca. Outras cobram uma verba de mobilização mais o custo do metro, e tem quem cobre, separadamente, as remobilizações dentro da obra. No caso de esquadrias, um comprador pode receber uma cotação da mercadoria entregue no canteiro e outra proposta com preço FOB, isto é, o preço cotado não prevê entrega no canteiro. Nesse caso, o orçamentista tem que adicionar o custo do frete”, diz Mattos. É comum empresas fornecedoras não incluírem informações importantes nos orçamentos. Para evitar isso, diz o professor, o ideal é ter um checklist a ser aplicado a cada proposta recebida. “Prazo e local de entrega são informações que, às vezes, estão omissos na proposta e podem causar transtornos futuros”, explica.

Os fatores mais importantes de um orçamento dependem do que a construtora está precisando no momento. “Tudo tem seu peso. Uma obra atrasada preza mais pela entrega rápida do que pelo preço. Já uma obra suntuosa dá mais peso à qualidade do que ao prazo de entrega. Uma coisa é certa: preço sozinho não basta. É preciso aferir se a qualidade do produto atende às especificações do projeto”, comenta o professor.

Baixe aqui um mapa comparativo de propostas para facilitar seu processo de cotação.

Mattos defende que a fidelização de bons fornecedores é uma estratégia eficiente para que as construtoras evitem problemas futuros. Para isso, a construtora deve ter um procedimento de avaliação de fornecedores: qualidade, observância dos prazos prometidos, assistência, capacidade de atender pedidos grandes. “A vantagem da parceria é não precisar fazer cadastro de fornecedor a cada pedido e poder aproveitar o mesmo fornecedor para compras de maior porte, para várias obras”.

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ESTOQUE

A flexibilidade de estoque é outro aspecto relevante a ser considerado na decisão de compra. “Às vezes uma empresa acerta uma compra grande para poder barganhar um preço melhor. Porém, não usará a quantidade toda de uma vez. Há fornecedores que deixam o material guardado, o que é menos adequado. Outros vão remetendo à construtora à medida que produzem – o que considero mais indicado. O cenário menos conveniente é armazenar grandes estoques na obra, pois há influência de intempéries e maior trabalho de gestão de materiais no canteiro”, diz Mattos.


COLABOROU PARA ESTA MATÉRIA

Aldo Dórea Mattos – Engenheiro civil e Advogado (UFBA); Mestre em Geofísica (UFBA); Diretor para a América Latina da Association for the advancement of cost engineering (AACE); Certificado como Certified Cost Professional (CCP) pela AACE; Certificado como Project Management Professional (PMP) pelo PMI; Titulado como Member (MRICS) pela Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS); Autor dos livros: “Como Preparar Orçamentos de Obras”; “Planejamento e Controle de Obras”; “Métodos de Planificación y Control de obras”, com F. Valderrama; “Patrimônio de Afetação na Incorporação Imobiliária”. Experiência em grandes projetos de infraestrutura no Brasil, Estados Unidos, África do Sul, Moçambique, Peru e Egito; Palestrante e instrutor de cursos. Consultor de planejamento e gerenciamento de obras em diversas empresas públicas e privadas. Autor de diversos artigos em revistas especializadas e congressos
Internacionais. Professor do MBA em Gerenciamento de Projetos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Fundação Instituto de Administração (FIA); Diretor da Dórea Mattos Engenharia.

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